SOPEC Curso Sopec Bolsas de Estudo Agenda Cultural Parceiros e Convênios Notícias Links Contato
Carreira diplomática
Ser um diplomata

O diplomata é, antes de tudo, um agente para as comunicações entre Estados soberanos. Esse é o seu campo mais tradicional de atuação. A versatilidade e a capacidade de adaptação são duas qualidades absolutamente essenciais para o desempenho da profissão. No plano temático, o diplomata tratará, ao longo de sua carreira, dos assuntos mais diversos, de natureza política, econômico-comercial, científico-tecnológica, cultural, consular ou administrativa, entre outras.

As tarefas do diplomata estão sintetizadas no trinômio clássico: "informar, representar, negociar". O diplomata deve manter o seu país informado sobre o cenário internacional, deve trabalhar continuamente para marcar a presença e difundir a imagem de seu país no exterior, e deve estar preparado para defender os interesses nacionais em negociações externas de caráter bilateral ou multilateral. Trata-se, em boa medida, de um exercício público de defesa dos interesses nacionais no plano externo.

A esta fórmula que enfatiza a atuação do diplomata no exterior, torna-se necessário acrescentar uma quarta tarefa: a da articulação interna. Identificar os interesses nacionais está na base do trabalho diplomático. O diplomata deve manter-se em permanente processo de articulação com os demais funcionários governamentais, com os parlamentares, e com os setores organizados da sociedade civil, para poder definir os interesses nacionais e defendê-los de forma adequada no plano externo. Nada mais falso do que pensar, como às vezes ocorre, que se trataria de carreira na qual os longos períodos de permanência no exterior iriam aos poucos criando um distanciamento do funcionário em relação a seu país. O diplomata trabalha permanentemente com raízes muito sólidas na realidade nacional.

A carreira

O ingresso na carreira diplomática se dá mediante concurso realizado pelo Instituto Rio Branco, órgão encarregado da seleção e treinamento de diplomatas. Aprovado no concurso, realiza-se um estágio de dois anos, organizado nos moldes de um curso de mestrado, e entra-se para a carreira diplomática como Terceiro Secretário. Os cargos seguintes na carreira são os de Segundo Secretário, Primeiro Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

O treinamento durante a carreira é intenso e contínuo, de modo a preparar o diplomata a tratar de uma série de temas, desde paz e segurança até normas de comércio e relações econômicas e financeiras, direitos humanos, meio ambiente, tráfico de drogas e fluxos migratórios, passando, naturalmente, por tudo que diga respeito ao fortalecimento dos laços de amizade e cooperação do Brasil com seus parceiros externos.

Dominando estes temas, o diplomata deverá ser capaz de desempenhar suas funções: representar o Brasil perante a comunidade de nações; colher as informações necessárias à formulação da política externa; participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do país; assistir às missões no exterior; proteger os compatriotas e promover a cultura e os valores do povo brasileiro.

Para se inscrever no concurso de admissão, o candidato deve ser brasileiro nato; estar em dia com o serviço militar e com as obrigações de eleitor; ter bons antecedentes; e ter concluído, antes da inscrição, curso superior reconhecido de graduação plena.

O Instituto Rio Branco foi criado em 1945, como parte das comemorações do centenário de nascimento de José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco e símbolo da diplomacia brasileira.

(Fonte: site do Ministério das Relações Exteriores)

 

 

 

 

Rua Álvaro de Carvalho, 48, 4º andar, Centro, São Paulo - Próximo ao Metrô Anhangabaú